O infarto agudo do miocárdio é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Apesar de ser uma condição bastante conhecida, muitas pessoas ainda não conseguem identificar seus primeiros sintomas, o que pode atrasar o atendimento e aumentar o risco de complicações.
O coração depende de um fluxo constante de sangue rico em oxigênio para funcionar corretamente. Quando uma das artérias coronárias é obstruída, parte do músculo cardíaco deixa de receber oxigênio e começa a sofrer lesões. Nessa situação, cada minuto conta: quanto mais rápido o tratamento, maiores são as chances de recuperação.
O que é um infarto?
O infarto acontece quando uma artéria responsável por irrigar o coração fica bloqueada, geralmente pelo rompimento de uma placa de gordura seguida pela formação de um coágulo. Sem circulação adequada, as células do músculo cardíaco começam a morrer, comprometendo o funcionamento do órgão.
Embora seja mais comum em pessoas acima dos 50 anos, o infarto também pode atingir adultos jovens, principalmente quando existem fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, tabagismo e histórico familiar de doenças cardiovasculares.

Quais são os principais sintomas?
O sintoma mais conhecido é a dor no peito, mas ela não é o único sinal de alerta. Em muitos casos, o organismo envia outros sinais importantes que não devem ser ignorados.
A dor costuma ser descrita como uma pressão intensa, aperto ou sensação de peso no centro do peito. Algumas pessoas relatam uma queimação forte ou a impressão de que algo está comprimindo o tórax. Esse desconforto normalmente dura mais de alguns minutos ou aparece e desaparece em intervalos curtos.
Além da dor no peito, é comum que ela se espalhe para outras regiões do corpo, como:
- braço esquerdo;
- braço direito;
- ombros;
- mandíbula;
- pescoço;
- costas;
- parte superior do abdômen.
Outro sintoma bastante frequente é a falta de ar, que pode surgir antes mesmo da dor ou acompanhá-la. Em alguns pacientes, respirar torna-se difícil mesmo sem realizar esforço físico.
Também podem aparecer suor frio, náuseas, vômitos, tontura e sensação intensa de fraqueza. Muitas pessoas acreditam estar enfrentando uma crise de ansiedade, um problema digestivo ou apenas um mal-estar passageiro, o que pode atrasar a procura por atendimento.
Os sintomas são diferentes nas mulheres?
Sim. Embora homens e mulheres possam apresentar os mesmos sintomas clássicos, as mulheres frequentemente desenvolvem sinais menos evidentes.
Em vez da dor intensa no peito, é comum que elas sintam um cansaço extremo, falta de ar, dores nas costas, na mandíbula ou no pescoço, além de náuseas e uma sensação geral de indisposição.
Esses sintomas podem ser confundidos com estresse, problemas musculares ou até alterações hormonais. Por isso, é importante não subestimar qualquer mal-estar repentino, principalmente em mulheres com fatores de risco cardiovasculares.

Existe infarto sem dor?
Sim. Algumas pessoas sofrem o chamado infarto silencioso, que pode ocorrer sem a clássica dor no peito. Nesses casos, os sintomas costumam ser mais discretos, como fadiga intensa, falta de ar, suor frio ou um desconforto inesperado.
Esse tipo de infarto é mais frequente em idosos, pessoas com diabetes e mulheres, tornando o diagnóstico mais difícil e reforçando a importância do acompanhamento médico regular.
Quem apresenta maior risco?
Diversos fatores aumentam a probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares. Entre os principais estão:
- hipertensão arterial;
- colesterol elevado;
- diabetes;
- tabagismo;
- obesidade;
- sedentarismo;
- alimentação rica em gorduras e ultraprocessados;
- estresse constante;
- histórico familiar de infarto.
Ter um ou mais desses fatores não significa que o infarto irá acontecer, mas aumenta significativamente o risco ao longo da vida.

O que fazer diante de uma suspeita?
Ao perceber sintomas compatíveis com infarto, não espere que eles desapareçam sozinhos. Procure ajuda imediatamente.
A recomendação é acionar o serviço de emergência pelo SAMU (192) e manter a pessoa em repouso até a chegada do atendimento. Evite que ela faça esforços físicos e, sempre que possível, não tente dirigir até o hospital. O atendimento precoce pode reduzir os danos ao coração e aumentar as chances de recuperação.
É possível prevenir um infarto?
Embora não seja possível controlar fatores como idade ou predisposição genética, a maioria dos casos está relacionada ao estilo de vida. Pequenas mudanças na rotina fazem grande diferença para a saúde do coração.
Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar a pressão arterial, o colesterol e a glicemia, não fumar, dormir bem e realizar consultas médicas periódicas são atitudes que reduzem significativamente o risco de doenças cardiovasculares.

Conhecer os sintomas pode salvar vidas
Nem todo infarto começa com uma dor intensa no peito. Em muitas situações, os primeiros sinais são discretos e facilmente confundidos com outros problemas de saúde.
Por isso, reconhecer sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náuseas, tontura e dor irradiada para braços, costas ou mandíbula é essencial. Diante de qualquer suspeita, procure atendimento médico imediatamente. Agir rápido pode fazer toda a diferença entre uma recuperação completa e complicações graves.
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