Quanto de gordura visceral é preocupante?

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Quanto de gordura visceral é preocupante
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Você sabia que é possível estar com o peso dentro da faixa considerada saudável e, ainda assim, ter um excesso de gordura que aumenta o risco de diversas doenças? Isso acontece por causa da gordura visceral, um tipo de gordura que fica localizada ao redor dos órgãos internos e que merece atenção por seus impactos na saúde.

Diferente da gordura que fica logo abaixo da pele, a gordura visceral pode favorecer inflamações, alterar o metabolismo e aumentar o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas. Mas afinal, quanto de gordura visceral é considerado preocupante?

O que é gordura visceral

O que é gordura visceral?

A gordura visceral é o tecido adiposo que se acumula na região abdominal, envolvendo órgãos como fígado, intestino e pâncreas. Em pequenas quantidades, ela faz parte do funcionamento normal do organismo, ajudando na proteção desses órgãos.

O problema surge quando esse acúmulo se torna excessivo. Nesse caso, a gordura visceral passa a liberar substâncias inflamatórias e hormônios que podem prejudicar o equilíbrio do organismo.

Quanto é considerado preocupante?

Não existe um único valor que sirva para todas as pessoas, pois a avaliação depende do método utilizado. Em exames de bioimpedância, por exemplo, muitos aparelhos classificam os níveis de gordura abdominal profunda da seguinte forma:

  • Até 9: dentro da faixa considerada saudável.
  • Entre 10 e 14: atenção, indica aumento da gordura visceral.
  • 15 ou mais: nível elevado, associado a maior risco para a saúde.

Esses valores podem variar conforme o fabricante do equipamento e devem sempre ser interpretados por um profissional de saúde.

Além da bioimpedância, a circunferência abdominal também é um importante indicador de risco. Em geral, medidas acima de 94 cm em homens e 80 cm em mulheres já indicam aumento do risco cardiovascular, enquanto valores superiores a 102 cm nos homens e 88 cm nas mulheres representam um risco ainda maior.

Quais são os riscos do excesso?

O acúmulo de gordura visceral está relacionado ao aumento da probabilidade de desenvolver diversas doenças, entre elas:

  • Diabetes tipo 2.
  • Hipertensão arterial.
  • Colesterol elevado.
  • Doenças cardiovasculares.
  • Esteatose hepática (gordura no fígado).
  • Síndrome metabólica.

Além disso, esse tipo de gordura favorece processos inflamatórios que podem comprometer diferentes funções do organismo ao longo do tempo.

Quem tem maior risco de acumular gordura visceral

Quem tem maior risco de acumular gordura visceral?

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver esse tipo de gordura, como:

  • Alimentação rica em ultraprocessados e açúcar.
  • Sedentarismo.
  • Excesso de peso.
  • Envelhecimento.
  • Estresse crônico.
  • Privação de sono.
  • Predisposição genética.

Mesmo pessoas magras podem apresentar gordura visceral elevada, especialmente quando mantêm hábitos de vida pouco saudáveis.

Como reduzir?

A boa notícia é que a gordura visceral costuma responder bem às mudanças no estilo de vida. Entre as principais estratégias estão:

  • Praticar atividade física regularmente, combinando exercícios aeróbicos e musculação.
  • Manter uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, proteínas magras e grãos integrais.
  • Reduzir o consumo de bebidas açucaradas, doces e alimentos ultraprocessados.
  • Dormir bem e controlar o estresse.
  • Manter acompanhamento médico e nutricional quando necessário.

A perda de peso, mesmo que moderada, já pode contribuir para reduzir significativamente a gordura visceral.

Como descobrir o seu nível de gordura visceral?

A forma mais precisa de avaliar a gordura visceral depende do objetivo da análise. Exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética são considerados os métodos mais exatos, mas costumam ser indicados apenas em situações específicas.

Na prática clínica, a bioimpedância e a medida da circunferência abdominal são ferramentas acessíveis que ajudam a estimar o risco e acompanhar a evolução ao longo do tempo.

Mais do que o peso na balança

Mais do que o peso na balança

Nem toda gordura corporal oferece o mesmo risco à saúde. A gordura visceral merece atenção porque está diretamente relacionada ao desenvolvimento de doenças crônicas e pode passar despercebida, já que nem sempre provoca sintomas.

Adotar hábitos saudáveis, realizar avaliações periódicas e buscar orientação profissional são as melhores formas de prevenir o excesso de gordura visceral e proteger a saúde a longo prazo.

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